O Majorana 1 é um marco no mundo da computação quântica, desenvolvido pela Microsoft e anunciado em fevereiro de 2025. Este processador quântico, ou QPU, utiliza uma tecnologia inovadora baseada em partículas de Majorana, prometendo revolucionar a forma como os computadores resolvem problemas complexos. Mas o que torna este chip tão especial?
O Majorana 1 é o primeiro chip quântico da Microsoft a usar uma arquitectura chamada Topological Core, que depende de qubits topológicos criados a partir de partículas de Majorana. Estas partículas, previstas pelo físico Ettore Majorana em 1937, são únicas por serem as suas próprias antipartículas, o que as torna mais estáveis contra erros – um problema comum na computação quântica. O chip é construído com um material chamado topocondutor, feito de arsenieto de índio e alumínio, e opera a temperaturas extremamente baixas, próximas de -273°C. Actualmente, tem 8 qubits, mas a Microsoft afirma que pode escalar até um milhão, algo que poderia mudar o panorama tecnológico.
O Majorana 1 tem o potencial de transformar áreas como a inteligência artificial, a criptografia, a medicina e a modelação climática. Por exemplo, pode acelerar a descoberta de novos medicamentos ao simular moléculas complexas ou melhorar previsões climáticas com cálculos mais precisos. Contudo, há desafios: alguns cientistas questionam se o chip usa mesmo partículas de Majorana ou se os resultados observados têm outra explicação. Se validado, o Majorana 1 pode abrir caminho para computadores quânticos práticos, mas ainda está numa fase inicial.
Apesar de ser apresentado como um chip que cabe na palma da mão, com cerca de 10 cm x 10 cm, o Majorana 1 contrasta com a ideia de computadores quânticos gigantescos, sugerindo um futuro onde esta tecnologia pode ser mais acessível.
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